Sexta-feira, Setembro 16, 2005

Espelhos

Esse espelho me provoca diariamente.
Me mostra um ser fútil, irracional e mal acabado.
Espelhos mostram as verdades
Verdades me irritam, me destroem.
Prefiro o mundo dos sonhos
Do que me ver brutal
Em carne, ossos e desejos
Em instintos carregados de ira.
Espelhos devem ser quebrados
Para podermos ser animais insanos
Desconhecermos nossa realidade.
É sempre mais fácil esconder problemas
a tentar resolve-los.
Quem sou eu?
Bicho nojento! Pensamentos vagos...
Saio pelas ruas desertas na madrugada
Para me confortar nos braços do abandono
A solidão e a sensação de ser único no mundo me confortam
Não existem mais bixos a minah volta,
Não tem ninguém se procriando,
Não existem ensinamentos (des)humanos.
Sou animal único, ao me matar acaba-se essa especie
Me extermino com os restos do espelho que quebrei pela manhã
É o fim da humanidade cruel
E dos espelhos da veracidade.


Lucas Borges


16/09/05

Segunda-feira, Agosto 29, 2005

Vôo solitário

Eu preciso voar
Respirar novos ares
Sentir novas sensações.
Meus vôos são solitários mas aterrizo em seus braços
Preciso olhar a humanidade lá de cima
Para que ela se torne tão pequena a ponto de eu saber quem sou
Ou seja, quase nada.
Só assim jamais serei arrogante, injusto, infiél
Olhar o tamanho da nossa insignificância nos torna mais honestos.
Saber que nosso tamanho é determiando pelo ponto de vista.
Sentir a injustiça para que não a cometa.
Eu criei asas que não se fecham
Não são brinquedos que se guardam ao se cansar
Tampouco descartáveis...
Criei asas para cortar os céus.
Eu preciso voar.

Lucas Borges - 29/08/05

Quinta-feira, Agosto 25, 2005

Coração andarilho

Há muito tempo me procuro,
Tento decifrar-me.
Andei em estradas obscuras,
Corri sem destino,
Deitei em braços desconfortáveis,
Não me achei até então.
Em cada passo, uma frustração.
Os espelhos me mostravam o que eu desconhecia
Foram quilômetros desbravados,
Desertos atravessados,
Mares mergulhados,
Encontros e despedidas não sentimentais.
Faltava apenas cortar os céus
Mas não foi preciso
Em plena distração te encontrei
E me achei em você...
Minha viagem perdeu o sentido
E agora, tudo o que quero
É estar contigo...
Sabendo quem sou, quem tu és
E nos amando...


Poema que fiz pra mina namorada Duda.
Te amo menininha!


LucasBorges 25/08/05

Quarta-feira, Agosto 17, 2005

Passarilho

São devaneios
Atitudes suspeitas, recriminadas.
Sou objeto infundado, inacabado.
E vago pelo surreal.
Vindo do desconhecido.
Asfixiado pelos paradoxos.
São passos tímidos,
Sem rumo, apenas passos.
Que vêem tudo passar
Como pássaros
Que só existem enquanto visíveis
E voam.
E não mais são...
Mas foram.
Sou pássaro.

Lucas Borges



Poema escrito em 08/08/05

Quinta-feira, Julho 28, 2005

Hoje...

Vez em quando paro e penso quantas vezes eu acreditei que não havería saída.
Quantas vezes imaginei que jamais conseguiria alguém como você.
Chorei...
Gritei pras paredes claras e cúmplices do meu quarto.
Escrevi...
Coisas das quais fiz montes de papéis picados e fogueiras de tristeza.
Sumi...
No começo, de mim... Depois, de você... Menti pra mim que você já não existia!
Neguei aos olhos algo que há muito o coração mostrava.
Aos poucos mostrou-me que os dias nem eram assim tão tempestuosos...
Que as noites poderiam ser bem melhores se fossem ao teu lado.
Que as festas, os risos, as tristezas podriam ser compartilhadas no teu ombro amigo.
E foi assim que aos poucos aconteceu.
Aconteceu de ver-te... Apaixonar-me... Acontedceu de conquistar meu coração e desarmar minhas defesas... Foi assim que aos poucos me dei conta de que a cada dia amo mais você...



Poeminha que a minha namorada Duda fez pra mim....
Fiquei todo bobo, eh claro!
beijosssssss pra ela! Amo-te.

Sábado, Junho 11, 2005

Ruínas...

O que fomos antes da tempestade?
O que somos? fazemos?
Até que ponto tudo mudou?
E nessa mudança,
sobraram alicerces?
Foi mudança em si...
ou mudança-fantasia?
O que seremos?
Pedaços ficaram no caminho.
Isso não fará falta um dia?
O que fizemos enquanto calmaria?
As oportunidades perdidas,
não afloram em plena tempestade?
O que faremos na próxima calmaria?
Afinal, uma tempestade nunca eterniza...
Quem seremos?
O que vamos fazer com essas dúvidas e perturbações?
Que restará?
Ruínas...



Lucas Borges - 25/05/05

Terça-feira, Maio 17, 2005

João Vitor

Quantos anjos nascem por dia?
Como identificá-los?
Porque coabitam os ventres mortais?
São anjos porque são amados.
Mesmo antes de vir ao mundo.
São anjos porque são puros.
Anjos ansiosos para serem acolhidos pela mãe.
Pequenos anjos, grandes amores.
Capazes de tornar uma menina manhosa
Em uma mulher, uma mãe.
Sentir um anjo crescer em você é uma oportunidade única.
Você vai alimentá-lo, vai deixá-lo alegre e triste.
Você vai orientá-lo, vai ser seu porto seguro...
Ele só vai parar de chorar nos teus braços.
Serás mãe nas melhores e nas piores horas
Nas madrugadas, nos dias de febre.
Quando ele crescer, serás mãe nos namoros terminados.
E ele vai sempre querer voar...
Afinal, é um anjo
E você vai sempre querer mantê-lo em terra, protegido...
Afinal, és mãe!


Para Helena Schmid e seu filhinho!

LucasBorges